Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A questão agrária na Roma Antiga
O processo de expansão territorial romano foi agente determinante para que este reino se enriquecesse e se transformasse em um dos mais poderosos impérios de toda a Antiguidade. Contudo, sem antes contar com uma política de distribuição das terras conquistadas, percebemos que a riqueza gerada por essas propriedades ocasionou fortes tensões políticas no interior da República Romana.
Com o passar do tempo, os grandes proprietários de terra – na maioria, patrícios ligados ao Senado – passaram a ameaçar a subsistência dos pequenos proprietários. Contudo, algumas transformações na organização política das assembleias foram de suma importância para que essa situação se modificasse. Por volta do século II a.C., uma nova lei instituiu a adoção do voto secreto para a escolha dos magistrados.
Essa transformação permitiu que os irmãos Tibério e Caio Graco fossem eleitos como tribunos da plebe e elaborassem leis que promoveriam uma grande reforma agrária nos territórios romanos. Em 133 a.C., Tibério Graco foi eleito tribuno da plebe e conseguiu a aprovação de uma lei que delimitava a extensão das terras da nobreza e permitia a distribuição de terras públicas aos menos favorecidos.
Contudo, apesar de promover uma transformação benéfica a uma parcela significativa da população romana, este não teve o apoio popular necessário para consolidar seu projeto. Acusado de tirania, por ter deposto um tribuno e conseguido a sua reeleição, Tibério foi, no ano seguinte a sua posse, assassinado junto a mais outros 500 políticos que apoiavam o processo de redistribuição de terras.
No ano de 125 a.C., uma reforma da lei romana passou a autorizar a reeleição dos tribunos da plebe. Aproveitando dessa mudança, Caio Graco assumiu seu segundo mandato como tribuno, em 123 a.C., e decidiu retomar o projeto de reforma agrária de seu falecido irmão. Contudo, para que seus objetivos fossem alcançados, teve o cuidado de ampliar suas bases de apoio político.
Inicialmente, buscou o apoio dos cavaleiros romanos ao aprovar uma lei que permitia a participação destes na administração das províncias e na organização dos órgãos judiciários dessa região. Logo em seguida, se aproximou das populações vizinhas à cidade de Roma. Em um novo projeto de lei, Caio Graco concedeu cidadania plena aos latinos e a cidadania parcial (sem direito de voto) aos demais habitantes da Península Itálica.
Alcançada a formação de seus grupos aliados, este astuto tribuno estabeleceu reformas que realizaram um novo modelo de distribuição das terras conquistadas em Tarento e Cápua. Além disso, conseguiu a aprovação da Lei Frumentária, que reduziu o valor de revenda do trigo para pessoas mais pobres. Reeleito em 122 a.C., Caio iniciou o projeto de fundação de uma colônia em Cartago.
Sentindo-se prejudicados por tais mudanças, os patrícios buscaram o apoio dos plebeus. Para consegui-lo, a elite romana argumentou que os plebeus poderiam perder a exclusividade de seus privilégios com a extensão da cidadania às populações vizinhas. Sem demora, os plebeus não concederam um novo mandato para Caio Graco, que em resposta tentou armar um golpe de Estado.
A ação gerou uma enorme conturbação social que desestabilizou o cenário político romano. O Senado decretou estado de sítio e concedeu poderes ilimitados aos cônsules. Mediante a pressão dos grandes proprietários e dos senadores, Caio Graco se refugiou no Monte Aventino junto de seus partidários. Observando que não poderia esboçar uma reação, Caio acabou ordenando que um de seus escravos o matasse.

Apesar do projeto dos irmãos Graco terem sofrido severa oposição, outras figuras políticas tentaram retomar o seu projeto. Em 91 a.C., o tribuno Marco Lívio Druso buscou aprovar uma lei de redistribuição de terras. Mais uma vez, os grandes proprietários armaram um golpe que resultou no assassinato do tribuno. Contudo, o evento foi responsável pela deflagração da Guerra Social, que entre os anos de 90 e 89 a.C. assinalou as tensões que tomavam Roma por causa da questão agrária.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Primavera Árabe

Primavera Árabe não se trata de um evento, de algo breve ou de uma estação do ano, trata-se de um período de transformações históricas nos rumos da política mundial. Entende-se por Primavera Árabe a onda de protestos e revoluções ocorridas no Oriente Médio e norte do continente africano em que a população foi às ruas para tirar ditadores do poder, autocratas que assumiram o controle de seus países durante várias e várias décadas.
Tudo começou em dezembro de 2010 na Tunísia, com a derrubada do ditador Zine El Abidini Ben Ali. Em seguida, a onda de protestos se arrastou para outros países. No total, entre países que passaram e que ainda estão passando por suas revoluções, somam-se à Tunísia: Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Veja abaixo as principais informações a respeito de cada uma dessas revoluções.
Tunísia: Os protestos na Tunísia, os primeiros da Primavera Árabe, foram também denominados por Revolução de Jasmin. Essa revolta ocorreu em virtude do descontentamento da população com o regime ditatorial, iniciou-se no final de 2010 e encerrou-se em 14 de Janeiro de 2011 com a queda de Ben Ali, após 24 anos no poder.
O estopim que marcou o início dessa revolução foi o episódio envolvendo o jovem Mohamed Bouazizi, que vivia com sua família através da venda de frutas e que teve os seus produtos confiscados pela polícia por se recusar a pagar propina. Extremamente revoltado com essa situação, Bouazizi ateou fogo em seu próprio corpo, marcando um evento que abalou a população de todo o país e que fomentou a concretização da revolta popular.

 Manifestantes tunisianos manifestam pelo fim da ditadura em seu país ¹
Líbia: a revolta na Líbia é conhecida como Guerra Civil Líbia ou Revolução Líbia e ocorreu sob a influência das revoltas na Tunísia, tendo como objetivo acabar com a ditadura de Muammar Kadhafi. Em razão da repressão do regime ditatorial, essa foi uma das revoluções mais sangrentas da Primavera Árabe. Outro marco desse episódio foi a intervenção das forças militares da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), comandadas, principalmente, pela frente da União Europeia.
O ditador líbio foi morto após intensos combates com os rebeldes no dia 20 de Outubro de 2011.
Egito: A Revolução do Egito foi também denominada por Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo. Ela foi marcada pela luta da população contra a longa ditadura de Hosni Mubarak. Os protestos se iniciaram em 25 de Janeiro de 2011 e se encerraram em 11 de Fevereiro do mesmo ano. Após a onda de protestos, Mubarak anunciou que não iria se candidatar novamente a novas eleições e dissolveu todas as frentes de estruturação do poder. Em Junho de 2011, após a realização das eleições, Mohammed Morsi foi eleito presidente egípcio.

Protestos pediram o fim do governo de Hosni Mubarak no Egito ²
Argélia: A onda de protestos na Argélia ainda está em curso e objetiva derrubar o atual presidente Abdelaziz Bouteflika, há 12 anos no poder. Em virtude do aumento das manifestações de insatisfação diante de seu mandato, Bouteflika organizou a realização de novas eleições no país, mas acabou vencendo em uma eleição marcada pelo elevado número de abstenções. Ainda existem protestos e, inclusive, atentados terroristas que demonstram a insatisfação dos argelinos frente ao governo.
Síria: Os protestos na Síria também estão em curso e já são classificados como Guerra Civil pela comunidade internacional. A luta é pela deposição do ditador Bashar al-Assad, cuja família encontra-se no poder há 46 anos. Há a estimativa de quase 20 mil mortos desde que o governo ditatorial decidiu reprimir os rebeldes com violência.
Há certa pressão por parte da ONU e da comunidade internacional em promover a deposição da ditadura e dar um fim à guerra civil, entretanto, as tentativas de intervenção no conflito vêm sendo frustradas pela Rússia, que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e muitos interesses na manutenção do poder de Assad. Existem indícios de que o governo sírio esteja utilizando armas químicas e biológicas para combater a revolução no país.

Manifestação de cidadãos sírios em Washington, Estados Unidos. ³
Bahrein: Os protestos no Bahrein objetivam a derrubada do rei Hamad bin Isa al-Khalifa, no poder há oito anos. Os protestos também se iniciaram em 2011 sob a influência direta dos efeitos da Revolução de Jasmim. O governo responde com violência aos rebeldes, que já tentaram atacar, inclusive, o Grande Prêmio de Fórmula 1. Registros indicam centenas de mortos durante combates com a polícia.
Marrocos: A Primavera Árabe também ocorreu no Marrocos. Porém, com o diferencial de que nesse país não há a exigência, ao menos por enquanto, do fim do poder do Rei Mohammed VI, mas sim da diminuição de seus poderes e atribuições. O rei marroquino, mediante os protestos, chegou a atender partes das exigências, diminuindo parte de seu poderio e, inclusive, nomeando eleições para Primeiro-Ministro. Entretanto, os seus poderes continuam amplos e a insatisfação no país ainda é grande.
Iêmen: Os protestos e conflitos no Iêmen estiveram em torno da busca pelo fim da ditadura de Ali Abdullah Saleh, que durou 33 anos. O fim da ditatura foi anunciado em Novembro de 2011, em processo marcado para ocorrer de forma transitória e pacífica, através de eleições diretas. Apesar do anúncio de uma transição pacífica, houve conflitos e repressão por parte do governo. Foram registrados também alguns acordos realizados pelos rebeldes com a organização terrorista Al-Qaeda durante alguns momentos da revolução iemenita.
Jordânia: A Jordânia foi um dos últimos países, até o momento, a sofrer as influências da Primavera Árabe. Revoltas e protestos vêm ocorrendo desde a segunda metade de 2012, com o objetivo de derrubar o governo do Rei Abdullah II, que, com receio da intensificação da Primavera Árabe em seu país, anunciou no início de 2013 a realização de novas eleições. Entretanto, o partido mais popular do país, a Irmandade Muçulmana, decidiu pelo boicote desse processo eleitoral diante das frequentes denúncias e casos comprovados de fraudes e compras de votos.
Omã: Assim como no Marrocos, em Omã não há a exigência do fim do regime monárquico do sultão Qaboos bin Said que impera sobre o país, mas sim a luta por melhores condições de vida, reforma política e aumento de salários. Em virtude do temor do alastramento da Primavera Árabe, o sultão definiu a realização das primeiras eleições municipais em 2012.
O sultão vem controlando a situação de revolta da população do país através de benesses e favores à população. Apesar disso, vários protestos e greves gerais já foram registradas desde 2011.



domingo, 25 de agosto de 2013

Revolta de Espartacus

Nas primeiras décadas do século I a.C., várias transformações sociais e políticas questionaram a supremacia do governo republicano em Roma. Um dos mais fortes indícios dessa instabilidade aconteceu entre 73 e 71 a.C., quando Espártaco organizou uma grande revolta de escravos que lutava pelo fim da condição servil e melhores condições de vida. Pela primeira vez, um movimento ia contra a prática que praticamente sustentava toda economia romana.

Nascido na região grega da Trácia, Espártaco viveu parte de sua vida como pastor e também serviu nas fileiras do exército romano. Após abandonar a vida militar, organizou um grupo de ladrões que realizava assaltos. Preso em 73 a.C., foi vendido como escravo para um treinador de gladiadores da região da Cápua, porção sul da Península Itálica. Insatisfeito com os maus tratos e humilhações impostas por seu proprietário, organizou uma pequena revolta junto com outros companheiros presos.

Assim que teve notícia do levantes, o governo romano logo providenciou a organização de tropas que abafassem o episódio. Contudo, ao contrário do que se esperava, Espártaco e seus demais companheiros conseguiram vencer as temidas forças do exército romano. A notícia logo incitou outros escravos a se juntarem ao bando de Espártaco. Em pouco tempo, os revoltosos tinham à sua disposição a força de quase 120 mil cativos que se aliaram à causa do heroico gladiador.

O rápido crescimento dessas forças pode ser explicado pelo impacto que cada uma das revoltas tinha para o imenso número de escravos e figuras marginalizadas da sociedade romana. Cláudio Glaber, primeiro pretor a enfrentar o incidente, pensou que poderia matar de fome os escravos realizando seu rápido isolamento no monte Vesúvio. Contudo, promovendo ataques repentinos, Espártaco e seus aliados romperam o bloqueio e tomaram as armas do Exército Romano.

Com o aumento dos participantes, a revolta de escravos passou a se dividir em duas frentes principais: uma primeira que permaneceu na Cápua e outra, liderada por Espártaco, que avançou em direção ao norte da Península Itálica. Nessa nova fase do conflito, os romanos conseguiram abater uma parcela dos escravos revoltosos. Contudo, o bando de Espártaco conseguiu seguir adiante para, talvez, alcançar a terra natal de seu principal líder.

Talvez querendo aproveitar a ausência de algumas importantes autoridades militares, Espártaco resolveu retornar ao sul com seus aliados. Roma, capital do governo, já começava a se sentir visivelmente ameaçada pelos triunfos dessas verdadeiras legiões de escravos combatentes. Sem demora, o Senado nomeou o general Licínio Crasso para combater os escravos com um poderoso destacamento de dez legiões, que equivalia a um numeroso exército de sessenta mil soldados.

A essa altura, a nova empreitada de Espártaco consistia em voltar à região sul, evitando a cidade de Roma, até alcançar embarcações de piratas que os levariam até a ilha da Sicília. Ao descobrir esse plano, o general Crasso pôde melhor organizar suas tropas e vencer os escravos rebeldes. Envolvida pelas legiões romanas, a empreitada dos escravos começava finalmente a ruir. Antes que o conflito terminasse, Espártaco tentou negociar sua rendição com o general Crasso.

Tendo sua trégua definitiva negada, não restou outra opção para os participantes da revolta senão lutar até a morte. Naturalmente, os exércitos romanos conseguiram vencer sem maiores dificuldades o levante de escravos. Para coibir outras possíveis revoltas, o Exército Romano crucificou seis mil escravos sobreviventes ao longo da via Apia, estrada que interligava a cidade de origem da revolta até a capital Roma.
Compartilhe!
Revolta dos Plebeus

Os plebeus, em sua origem, compunham uma camada de trabalhadores livres que não estavam atrelados ao poder e à proteção dos proprietários de terra. Ao longo da história romana essa classe sofreu uma forte marginalização das instituições e no interior da cultura romana. Por não estarem economicamente atrelados às grandes propriedades de terra, os plebeus dedicavam-se ao comércio, o artesanato e ao trabalho livre. 

Com o estabelecimento da República, os plebeus ainda eram uma classe desprovida de direitos políticos. Os primeiros órgãos governamentais só contavam com os membros da aristocracia romana. No entanto, a expansão das atividades econômicas em Roma, fez com que parte da classe plebéia enriquecesse com o comércio. Ao mesmo tempo, muitos plebeus não suportavam as punições e as exigências de um sistema governamental onde não possuíam nenhum tipo de representatividade. 

Desse modo, a partir do século V a.C., uma série de revoltas plebéias se instalaram na cidade de Roma. Plebeus das mais variadas condições econômicas exigiram a reforma das instituições políticas romanas. Compondo uma população bastante numerosa, os plebeus representavam uma grande ameaça aos interesses dos patrícios. Ao longo de três séculos, um conjunto de cinco principais revoltas plebéias conseguiu reorganizar o cenário político romano. 

A primeira dessas revoltas, acontecida em 494 a.C., foi dada em um contexto no qual os plebeus aproveitaram de uma ameaça de invasão estrangeira à cidade de Roma. Esvaziando as tropas militares da cidade, os plebeus se refugiaram no Monte Sagrado exigindo a criação de um cargo político exclusivamente controlado por plebeus. Em resposta, o Senado Romano constituiu a magistratura dos Tribunos da Plebe, que poderiam vetar qualquer lei que ferisse o interesse dos plebeus. 

Apesar dessa primeira conquista, a tradição oral nas leis romanas, controladas pelos patrícios, prejudicavam enormemente os plebeus. Fazendo pressão contra os patrícios, os plebeus conseguiram a formulação de uma lei escrita dentro de Roma. Essas leis, criadas em 450 a.C., ficaram conhecidas como as Leis das Doze Tábuas. Cinco anos depois, outra revolta exigiu a permissão do casamento entre plebeus e patrícios. Através da Lei da Canuléia, que liberou os casamentos, os plebeus puderam ascender socialmente e ampliar sua participação política. 

Por volta de 367 a.C., uma nova lei foi estabelecida mediante revoltas plebéias. A extensão das grandes propriedades patrícias gerava uma desleal concorrência com os plebeus que eram pequenos proprietários de terra. Não resistindo à concorrência econômica dos patrícios, muitos plebeus endividavam-se e eram transformados em escravos. Nesse contexto, a Lei Licínia Sextia promoveu o fim da escravidão por dívida e ainda garantiu a participação dos plebeus nas demais magistraturas e cargos públicos romanos. 

Na última grande revolta plebéia de 287 a.C., os plebeus garantiram a validade jurídica das leis formuladas pelos Tribunos da Plebe, de forma que tivessem validade para toda extensão dos domínios romanos. Essa revolta encerrou um processo de reformulação política de longa duração. Apesar de equilibrar politicamente os grupos sociais romanos, a distinção cultural entre um patrício e um plebeu não se transformou radicalmente.

Mapas Civilização Romana

Início das Guerras Púnicas




No final da 3ª Guerra Púnica




domingo, 19 de maio de 2013


TEXTOS AFEGANISTÃO – SEGUNDO ANO


Afeganistão



Bandeira do Afeganistão
O Afeganistão é um país asiático, seu território está localizado no centro deste continente. Faz fronteira com o Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, China, Paquistão e Irã. 

Desde a Antiguidade, o Afeganistão tem sido objeto de invasões e conquistas. Esse fato ocorre em razão de sua localização geográfica privilegiada, pois é um ponto estratégico para as relações comerciais e uma área estratégica de fundamental importância para dominar a Índia ou estabelecer domínio na Ásia Central 

A área que corresponde ao território afegão tem registros de ocupação há mais de 2500 anos. A região foi ocupada pelo Império Persa por volta de 500 anos a.C., porém, após um século, Alexandre, o Grande, através de suas tropas, invadiu esse território e fundou a cidade de Alexandrópolis. 

No século II a.C., povos de origem celta criaram o Império Kushana, principal responsável pela propagação do budismo e por sua inserção na China. No entanto, a região foi integrada definitivamente ao Império Persa no século III d.C., nesse período se iniciou a influência islâmica, religião predominante no país atualmente. 

Os povos mongóis dominaram esse território entre os séculos XII e XVI. Em 1747, o monarca Ahmad Shah Durrani unificou a região e logo em seguida consolidou o Afeganistão à condição de Estado – Nação. Em 1887, através de um acordo entre a Inglaterra e a Rússia, ficou estabelecido que o Afeganistão seria área de influência inglesa, o regime monarca na região ficaria sob tutela da Inglaterra, esse processo durou até 1919, quando finalmente o Afeganistão conquistou sua independência. 

Porém, o país continua sendo alvo de invasões, em 1979, os soviéticos invadiram o Afeganistão e consolidaram no poder Babrak Karmal, adotando o sistema comunista. A dominação soviética ocorreu durante dez anos, e só chegou ao fim quando o grupo fundamentalista sunita, denominado Talibã (plural de talib, que significa estudante), tomou o poder no país entre os anos de 1996 e 1998. 

O país sofreu outra invasão, desta vez uma aliança internacional - liderada pelos Estados Unidos da América - invadiu o Afeganistão após os atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001. 
Bin Laden e a Al Qaeda são acusados por serem os responsáveis pelos ataques terroristas nos Estados Unidos. Após confrontos, cerca de 500 combatentes do grupo Talibã e pertencentes a Al Qaeda foram mortos. 
O regime instalado no país pelo Talibã chegou ao fim. E, em dezembro de 2004, através de eleições populares, Hamid Karzai foi eleito o primeiro presidente do Afeganistão. 

Dados do Afeganistão:
Extensão territorial: 652.090 km². 

Localização: Oriente Médio. 

Capital: Kabul. 

Idioma: Pachto e Dari. 

Religião: Islamismo 98,1%, outras 1,8%. 

População: 28.149.916. 

Densidade demográfica: 43 hab/km². 

Esperança de vida ao nascer: 43,2 anos. 

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,349 (baixo). 

Moeda: Afegane. 

Produto Interno Bruto (PIB): 9.358 milhões de US$. 

PIB per capita: 345 de US$.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Ocupação Soviética do Afeganistão

Uma paisagem do Afeganistão

Em 1979, a então URSS invadiu o Afeganistão com o intuito de auxiliar na implantação do socialismo, pois em 1978, os comunistas tomaram o poder no Afeganistão, os EUA temendo a expansão soviética tomaram algumas iniciativas, por exemplo, financiaram o Paquistão onde estavam presentes as bases de ataque. O Afeganistão contava com a colaboração do combatente Osama Bin Laden.



Com ajuda dos EUA, os Russos se retiraram momentaneamente, e se instalou uma guerra civil. O Taleban recebeu dinheiro americano.
O território do Afeganistão tornou-se ponto de disseminação do extremismo islâmico, com isso a Rússia e a China temiam que o extremismo e o fundamentalismo islâmico chegassem aos seus territórios.



Durante a ocupação, cerca de 5 milhões de pessoas abandonaram o país, 3 milhões se fixaram no Paquistão.
Depois de anos de intervenção americana e lutas armadas, em 1989, as tropas soviéticas estavam esgotadas e se retiraram do Afeganistão, provocando alvoroço islâmico pela vitória, isso significou a ascensão islâmica na Ásia central.


Século XX - Guerras - Brasil Escola

GUERRA DO AFEGANISTÃO

Após o fim da Segunda Guerra Mundial as principais nações européias que eram potências mundiais na época ficaram destruídas, pois o conflito armado ocorreu na própria Europa, suas indústrias foram destruídas impedindo que essas abastecessem o mercado mundial.
Foi a partir desse fato que os Estados Unidos despontaram, ao abastecer o mercado mundial e financiar a reconstrução da Europa, isso provocou no país uma ascensão industrial e econômica, doravante os Estados Unidos se consolidou como a maior potência mundial, econômica e militar.
A condição de potência mundial norte-americana fez com que o país pensasse ser o “administrador” do mundo, e ao longo das décadas os americanos intervêm no mundo todo, com essa ideologia adquiriram muitos inimigos.
Em 2001, foi empossado como presidente dos EUA o republicano conservador George W. Bush, filho do ex-presidente George Bush, com uma mentalidade não muito diplomática e que coloca acima de tudo os interesses econômicos norte-americanos. Nesse mesmo ano iniciou a guerra do Afeganistão que foi iniciada por uma série de atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001, esse foi o estopim da guerra, pois atingiu profundamente os americanos.
Esse ato terrorista foi visto simultaneamente no mundo inteiro, que aconteceu quando dois aviões cheios de gasolina atingiram as torres gêmeas, World Trade Center, em Nova York (símbolo do poder econômico e do capitalismo), um avião foi lançado no Pentágono (órgão responsável pela defesa americana), nas torres morreram 3.000 pessoas, no Pentágono houve mais de 100 mortos e milhares de feridos, além de um terceiro avião que caiu no Estado da Virgínia, esse provavelmente a própria força aérea americana deve ter abatido, temendo que ele pudesse atingir uma região com um número alto de pessoas, além de causar prejuízos materiais.
Os atentados foram provocados pelo grupo terrorista Al-Qaed, financiado pelo bilionário Osama Bin Laden, um fundamentalista taliban.
Após os atentados, o presidente George Bush adotou medidas ofensivas ao terrorismo e o alvo central era o Afeganistão, os EUA contaram com a participação da Grã-Bretanha, de inimigos do passado como a Rússia e o Paquistão. Em outubro de 2001 os EUA e o Reino Unido lançaram várias bombas em cidades afegãs, o taliban foi derrotado ainda em 2001.
O governo americano colocou no poder um aliado com a incumbência de reconstruir a nação e instaurar a democracia, marcada pela rivalidade entre as diversidades étnicas e religiosas.
Em 2004, o Afeganistão ganhou uma constituição e foi realizada a primeira eleição, isso não impediu os conflitos, pois as ações são realizadas por grupos contrários ao governo.

sábado, 27 de abril de 2013

Projeto Minas -

Inconfidência Mineira X Conjuração Baiana

Ao longo do século XVIII, observamos o desenvolvimento de diversas situações de conflito envolvendo os colonos brasileiros e a administração metropolitana. Nessa época, a ampliação dos impostos, o rigor da fiscalização decorrente da exploração aurífera e a decadência do açúcar foram alguns dos motivos que cercaram a ocorrência dessas revoltas. Para alguns, isso indica o desenvolvimento de um processo que contribuiu para o processo de independência brasileiro.
Mesmo parecendo plausível, devemos assinalar que o reconhecimento de um processo se torna um tanto quanto complicado ao analisarmos a natureza e as diferenças que marcaram cada uma dessas rebeliões coloniais. Entre outros casos, podemos notar que a contraposição entre a Inconfidência Mineira de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798 oferece ricos dados na compreensão dessas diferenças que vão contra a ideia de um processo em desenvolvimento.
Assim como a grande parte de nossas revoltas coloniais, as revoltas, mineira e baiana, foram alimentadas por membros da elite insatisfeitos com a ação metropolitana em cada uma dessas regiões. No caso de Minas, os mineradores de Vila Rica e outros membros da elite mostravam-se insatisfeitos com a política fiscal e a cobrança da derrama. Por outro lado, a cidade de Salvador era palco de uma grave crise econômica que se arrastava desde a crise do açúcar e a transferência da capital para o Rio de Janeiro.
Além disso, devemos notar que os participantes dessas mesmas revoltas estiveram diretamente influenciados pela ideologia iluminista. Mais uma vez, notamos o caráter elitista de tais movimentos, os quais eram sustentados por uma elite letrada e, em alguns casos, instruída nas universidades europeias. Sendo assim, observamos que a origem social, análoga a esses movimentos, viria a empreender a busca por objetivos próximos em cada um deles.
No entanto, a despeito de um projeto de nação independente, vemos que a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira não se separaram apenas por um hiato temporal. A falta de comunicação entre os centros de colonização e a ausência de um sentimento nacional anula qualquer possibilidade de se considerar que tais revoltosos se sentiam integrantes de uma nação que merecia a sua independência. Na maioria dos casos, a autonomia era projetada em esfera local.
Entre tantas proximidades, vemos que a questão da escravidão acabou sendo o ponto que veio a estabelecer uma diferença entre essas duas revoltas. No caso mineiro, a limitação do movimento às discussões de uma elite enriquecida acabou fazendo com que a escravidão não entrasse em sua pauta, já que o fim desta prejudicaria boa parte dos inconfidentes. No caso baiano, a divulgação de panfletos acabou disseminando a causa emancipacionista entre setores populares e favoráveis à abolição.
Assim que a Conjuração Baiana ganhava contornos mais radicais e populares, os líderes intelectuais da causa acabaram se afastando do movimento. Talvez, assim como os inconfidentes mineiros, eles temiam os efeitos de uma revolta emancipacionista conduzida pelas camadas menos favorecidas da população. Por fim, vemos que a revolta baiana se diferenciou da conspiração mineira assim que os agentes sociais de cada acontecimento se diferiram em suas origens e interesses.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

ATIVIDADE NO CADERNO
1) Depois de ler o texto acima elabore uma tabela estabelecendo semelhanças e diferenças entre as revoltas.
2)Ler o texto “ O Mito dos Heróis Bandeirantes”. Página 328 e responda o exercício da página 331.
3)Ler “Conjuração Mineira” e “Conjuração Baiana’ páginas 430,431 e 432 e responder o exercícios nº 1 páginas 439 e 440.
BOA ATIVIDADE!!


domingo, 31 de março de 2013

TEXTO EXTRA –
SEGUNDO ANO ENSINO MÉDIO


As lutas do movimento hippie

Os hippies posicionaram-se politicamente sobre várias questões de sua época.
Por Rainer Sousa
Na década de 1960, o movimento hippie apareceu disposto a oferecer uma visão de mundo inovadora e distante dos vigentes ditames da sociedade capitalista. Em sua maioria jovens, os hippies abandonavam suas famílias e o conforto de seu lar para se entregarem a uma vida regada por sons, drogas alucinógenas e a busca por outros padrões de comportamento. Ao longo do tempo, ficariam conhecidos como a geração da “paz e amor”.
Quem se toma por essa rasa descrição dos hippies, esquece de que muitos deles não se portavam simplesmente como um bando de hedonistas, drogados e alheios ao que acontecia ao seu redor. Ao longo da década de 1960, junto do movimento negro, os integrantes dessa geração discutiram questões políticas de grande relevância e se organizaram para levar a público uma opinião sobre diversos acontecimentos contemporâneos.
Conseguindo mobilizar uma enorme quantidade de pessoas, os hippies lutaram pela ampliação dos direitos civis e o fim das guerras que aconteciam naquele momento. Em várias situações, a influência das autoridades sob os meios de comunicação acobertavam a discussão que se desenvolvia, para assim reforçar os comportamentos marginais dos hippies. Não raro, a força policial era acionada para que esses “desordeiros” fossem retirados do espaço público.
Entre os grandes confrontos do movimento hippie, podemos destacar a mobilização feita na Convenção Nacional Democrata, ocorrida entre os dias 26 e 29 de agosto de 1968, na cidade de Chicago. Sob a liderança de Abbie Hoffman e Jerry Rubin, a chamada “Festa da Vida” contou com vários episódios em que o cenário político norte-americano era criticado. Entre tantas outras ações de deboche, os hippies lançaram um porco (chamado de “Pigasus”) como candidato a presidente dos EUA.
O clima de tensão entre os policiais e os manifestantes logo esquentou, e a pancadaria tomou conta do lugar. Vale lembrar que, um pouco antes do acontecido, a mortes de Martin Luther King e Bob Kennedy já esquentava o clima de tensão entre os conservadores e liberais. E isso foi só o começo, já que a insatisfação pioraria com a eleição de Richard Nixon (1969 - 1974), um presidente de clara orientação conservadora.
No dia 4 de maio de 1969, outra grande luta aconteceu na Universidade de Kent State, em Ohio. Dessa vez, os hippies e outros estudantes mobilizaram-se para protestar contra a manutenção dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e a recente invasão norte-americana ao Camboja. Nesse protesto, a fúria das autoridades governamentais foi ampliada com a convocação da Guarda Nacional para conter o evento. Ao fim da luta, ocorreu a morte de quatro pessoas e outras nove ficaram feridas.
Mediante esses acontecimentos, podemos ver que a contestação do movimento hippie não se colocava de forma isolada ao mundo presente. Apesar de projetarem outra sociedade e buscarem novas formas de percepção, os hippies se colocavam como uma voz ativa contra algumas ações políticas da época. Sem dúvida, a inventividade deles ainda serve de exemplo para muitas pessoas que se preocupam com as questões de seu tempo e a garantia de seus direitos.

Reflexos da cultura hippie no Brasil

A presença do movimento hippie no Brasil por meio da canção de Sá, Rodrix & Guarabyra.

Na década de 1960, a cultura jovem ganhou uma visível repercussão por meio de diferentes manifestações políticas e artísticas. Em várias situações, vemos que a sociedade de consumo é alvo do protesto de jovens estudantes engajados. Um pouco antes desse período, o movimento beatnik, nos EUA, já trilhava uma série de críticas que ia contra os padrões da sociedade industrial. Logo em seguida, os hippies apareciam como defensores de um modelo de vida alternativo.

Em muitas situações, os jovens atrelados a esse movimento criticavam os padrões morais de um tempo em que as guerras ceifavam a vida de milhares de inocentes. Não por acaso, o pacifismo do movimento hippie comungava com a defesa de uma nova sociedade, de outros padrões que pudessem alcançar uma sonhada harmonia de grande amplitude. Apesar de visivelmente pretensiosos, muitos jovens saíram do conforto do seu lar para viverem em sociedades dotadas de outros valores e anseios.

Na década de 1960, a cultura jovem ganhou uma visível repercussão por meio de diferentes manifestações políticas e artísticas. Em várias situações, vemos que a sociedade de consumo é alvo do protesto de jovens estudantes engajados. Um pouco antes desse período, o movimento beatnik, nos EUA, já trilhava uma série de críticas que ia contra os padrões da sociedade industrial. Logo em seguida, os hippies apareciam como defensores de um modelo de vida alternativo.

Em muitas situações, os jovens atrelados a esse movimento criticavam os padrões morais de um tempo em que as guerras ceifavam a vida de milhares de inocentes. Não por acaso, o pacifismo do movimento hippie comungava com a defesa de uma nova sociedade, de outros padrões que pudessem alcançar uma sonhada harmonia de grande amplitude. Apesar de visivelmente pretensiosos, muitos jovens saíram do conforto do seu lar para viverem em sociedades dotadas de outros valores e anseios.

O interesse em conhecer e defender outros padrões de vida e comportamento acabou propiciando o desenvolvimento de toda uma cultura de forte expressão nos anos de 1960. Grandes ícones da “folk song” e do “rock’n’roll” norte-americano escreviam letras que abordavam os valores e situações de interesse dos hippies. Não se limitando a esse nicho específico, muitas dessas manifestações artísticas foram propagadas, via indústria cultural, para a população jovem de outros países.

A popularização desses valores acabou atingindo o Brasil e, em pouco tempo, poderíamos observar a presença de jovens e artistas que também buscaram se debandar dos padrões da época. Para que a presença dessa “vertente brasileira” possa ser inserida no contexto da sala de aula, indicamos o trabalho com a música “Primeira Canção da Estrada”, composta pelo trio “Sá, Rodrix & Guarabyra”.

Organizando um material em que os alunos possam acompanhar a execução desse exemplo musical, o professor deve elaborar uma linha de análise construída a partir de um conjunto de questões. A partir de cada uma das perguntas, os alunos teriam condição de construírem por si só a relação entre os valores e cenas do movimento hippie na canção desejada. Para tanto, vamos primeiramente disponibilizar os versos da canção a ser trabalhada.

Apesar das minhas roupas rasgadas
E acredito que vá conseguir
Uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima
Onde ninguém vai me olhar de frente

Quando eu tocar na minha guitarra as canções que eu conheço
Eu tinha apenas dezessete anos
No dia em que saí de casa
E não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada

Mas encontrei tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo

Narrada em primeira pessoa, a canção propõe a existência de um personagem principal de apenas dezessete anos, de roupas rasgadas e que saiu de casa a menos de um mês. Somente nessa simples captura de elementos, podemos ver que a canção constrói um personagem típico que integraria o movimento hippie em si. Destacando a busca de uma vida fora das regras vigentes, temos a clara sugestão de que o jovem descrito vaga pelas cidades através da carona que espera conseguir com algum desconhecido.

Além desses elementos centrais, podemos também assinalar que a reação negativa das pessoas a essa figura adversa também compõe a letra e abre caminho para outra temática da cultura hippie: o preconceito. Ao acreditar que na cidade mais próxima “ninguém vai me olhar de frente”, o narrador-personagem denuncia que sua opção de vida causa constrangimento ou repúdio a muitas das pessoas que não compartilham da mesma forma de compreender o mundo.

Por fim, não descartando o posicionamento crítico que se vincula ao próprio movimento, a canção encerra seus versos falando sobre o distanciamento das pessoas. Quando diz que encontrou ”tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar”, a crítica ao seu tempo revela a insatisfação que tomava conta dos integrantes do movimento hippie dessa época.

A partir desse trabalho, o aluno pode perceber o comportamento que a circularidade dos bens culturais assume no século XX. Os meios de comunicação e a indústria fonográfica se transformam em meio de propagação de fenômenos culturais que transcendem a barreira imposta pelas fronteiras físicas e comportamentais. Só assim se torna possível falar sobre a possibilidade de existência dos hippies norte-americanos e brasileiros.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 27 de março de 2013

Trabalhos de História 
 Movimentos Negros nos EUA

Todos os trabalhos de história estão aqui para consulta. 


Grupo Ana Paula e Beatriz dos Santos









Grupo Ana Vitória e Marina Holler








Grupo Beatriz Patricio e Ligia Vieira










Grupo Camila Mesquita e Sofia Nicoluzzi






Grupo Danilo Salmi e Victor Daumas






Grupo Fernanda Caldevilla Luiza Zacarias







Grupo Gabriel Dória, João Victor e Micaela Zanella



 



Grupo Gabriel Pinheiro e Gabriel Vallilo







Grupo Livia Zanfelici, Paula Andrea e Vitória Maria











Grupo Raphael Gouvea e Stephanie Fantinato














Grupo Thaís Cancian e Vitória Leite








Trabalho Victória Proença






Grupo Isabela Assad e Victoria Ornelas